Biografia de Santa Beatriz da Silva

Era formosíssima, prudente, afável, inteligente, composta e de muita gentileza, devotíssima da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, a quem sempre invocou como sua advogada e padroeira”.
 
SANTA BEATRIZ FUNDADORA DA ORDEM DA IMACULADA CONCEIÇÃO
 
INTRODUÇÃO
 
RESUMO HISTÓRICO
 
A execução deste trabalho simples e humilde tem como objeto enaltecer a eminente santidade desta “Alma Celestial” Santa Beatriz da Silva cuja existência foi consumida em um louvor perpétuo à Santíssima Virgem no mistério de sua Imaculada Conceição. “Uma Alma Celestial” – Ir. Maria Antônia de Alencar, OIC – 4ª Edição – 2011 - Biografia da vida de Santa Beatriz.
 
Esta Alma Celestial foi enriquecida por Deus com preciosas graças, sobretudo adornada com um privilégio singular de pureza, pois estava destinada a engastar no diadema da Rainha do Céu, mais uma pérola de inestimável beleza, que seria a fundação de uma Ordem Religiosa exclusivamente para exaltar o mistério de sua Imaculada Conceição.
 
De nobilíssima família portuguesa, de estirpe real, filha do sr. Rui Gomes da Silva e de D. D. Isabel de Menezes, nasceu Beatriz da Silva e Menezes em 1424 na cidade de Campo Maior em Portugal. Fôra prendada de extraordinária beleza física e excelentes qualidades morais.
 
Educada e dirigida pelos franciscanos, com ela crescera uma devoção terníssima à Santíssima Virgem e desejava com todo ardor de sua alma que a Santa Igreja definisse Dogma de Fé, o privilégio de sua Conceição Imaculada.
 
Quando sua prima Isabel, Infanta de Portugal, havia sido desposada pelo D. João II de Castela, Beatriz acompanhou a jovem rainha para a Côrte da Espanha, como primeira dama de honra. Sendo Beatriz, bela, atraente e nobre tornou-se logo a favorita da Côrte, portanto admirada e cortejada por todos. Mas o coração de Beatriz, nunca se prendera a nenhum mortal e pairava acima de todo amor humano. A princípio a rainha sentia-se contente com os elogios dispensados à sua nobre dama, mas... depois os ciúmes e a inveja apoderaram-se do seu coração e já não via em Beatriz sua amiga, mas uma rival e decidiu matá-la pela asfixia.
 
SEPULTADA VIVA
 
Certa noite a rainha cruel, pôs em prática o seu plano satânico. Conduziu Beatriz aos subterrâneos do palácio e sepultou-a viva em um grande cofre ali existente. Beatriz estava condenada a uma morte pavorosa pela asfixia. Extremamente angustiada, encomendou sua alma a Deus e pediu perdão por sua adversária. Sentia, entretanto, morrer sem receber o santo viático e sem nada ter feito em honra da Virgem Imaculada. Renovou seu voto de castidade e aceitou resignadamente a morte. Mas de repente aquela escura prisão se ilumina e ela vê diante de si, a Virgem Imaculada com o Menino Jesus nos braços.
 
Trazia hábito e escapulário brancos como a neve e nos ombros um manto de um azul tão claro como o céu sem nuvens. Sua cabeça estava aureolada com uma constelação de doze estrelas. Menino Jesus tinha nas mãos uma lança com a qual esmagava uma serpente que jazia aos pés da Virgem bendita.
 
Em dado momento a santíssima Virgem exclamou: "Minha filha, vês os hábitos que trago? Pois bem. No fim de três dias serás livre desta prisão e fundarás uma Ordem religiosa em louvor a minha Conceição Imaculada."
 
Decorrido três dias que Beatriz desaparecera da Côrte, seu tio D. João de Menezes, foi ter com a rainha para saber do paradeiro de sua sobrinha. A rainha encolerizada com a ousadia do nobre cortesão o conduziu ao lugar do assassinato julgando encontrar ali um cadáver em decomposição. Receosa, abre o cofre e eis que Beatriz aparece bela, sorridente e aureolada de esplendores celestes. A rainha solta um grito de terror e Beatriz lança-se a seus pés e pede-lhe permissão para sair da Côrte e refugiar-se em um Mosteiro. A rainha anuindo ao pedido de Beatriz a deixou partir.
 
ENCONTRO MISTERIOSO
 
Beatriz deixando a Côrte de Castela dirigiu-se ao Mosteiro de São Domingos de Silos, o Real de Toledo, a fim de preparar-se no silêncio e na oração, para sua grande missão de Fundadora. Em caminho, sua alma turbou-se receando que a rainha mandasse tirar-lhe a vida e no auge de sua dor aparecem-lhe seus gloriosos patronos São Francisco e Santo Antônio, que tranqüilizaram seu espírito, felicitam-na pela nobilíssima missão que recebera da Rainha do Céu e desaparecem deixando sua alma inundada de consolações celestiais.
 
Beatriz, chegando ao Mosteiro de São Domingos velou para sempre seu rosto com um espesso véu, a fim de que nenhum mortal pudesse jamais contemplar sua deslumbrante formosura.
 
Decorridos mais de 30 anos, Beatriz tem uma segunda aparição da Santíssima Virgem, revestida com o hábito Concepcionista e ordena-lhe que dê início à fundação de sua Ordem bendita.
 
Beatriz, recorre à sua parenta, a rainha D. Isabel, a Católica, filha de sua adversária. Esta rainha virtuosíssima tornou-se Co-fundadora e benemérita da Ordem nascente. Doou para o berço da Ordem os Palácios de Galiana (era a Casa da Moeda) e a igreja de Santa Fé que fica ao lado do Palácio; ela mesma solicitou e obteve do Papa Inocêncio VIII a Bula de Aprovação.
 
FUNDAÇÃO DA ORDEM CONCEPCIONISTA
 
No ano de 1484 Beatriz deixa o Mosteiro de São Domingos onde levara vida mais celestial do que terrena. Durante aquele prolongado retiro de mais de 30 anos, passara a maior parte dos dias e das noites em colóquios com o Esposo divino na solidão do sacrário. Sua alma estava acrisolada de virtudes eminentíssimas, apta e idônea para a grande missão de Mestra e Mãe.
 
Acompanhada de 12 donzelas entrou nos Palácios de Galiana doados pela Rainha, que em breve tempo foi adaptado à forma de Mosteiro. Ali começaram a observar a vida monástica em todo seu rigor. Vestiam hábito e escapulário brancos, manto azul e cingiam-se com o cordão seráfico.
 
A Santa Fundadora suspirava com ansiedade pela aprovação de sua Ordem querida. Certo dia, a Madre Beatriz é chamada à roda da portaria; indo atender, depara-se com o Arcanjo São Rafael que lhe anuncia a grata notícia da expedição da Bula de Aprovação de sua Ordem.
 
E acrescenta que já se achava a caminho vindo por mar. A Santa Fundadora exultava de gozo celestial aguardando o auspicioso momento de receber aquele precioso documento.
 
Passados alguns dias, eis que recebe uma triste notícia, o navio que trazia a Bula de Aprovação de sua Ordem tinha naufragado no fundo do oceano.
 
Grande foi a dor que oprimiu o coração da Santa Fundadora! Desfeita em lágrimas prostra-se diante do sacrário e durante três dias e três noites não o faz senão orar e chorar.
 
Depois levanta-se calma e serena e vai abrir um cofre que ela mesma tem a chave. Encontra ali um certo documento examina-o e com surpresa reconhece ser a Bula de Aprovação de sua Ordem querida, trazendo os sinais e cheiro da água do mar. O Arcanjo São Rafael que trouxera a grata notícia da expedição da Bula, quis também salvá-la do extermínio das águas.
 
Por estes fatos miraculosos vemos quanto a fundação desta Ordem bendita agradava à Virgem Imaculada e aos habitantes do céu! Já vimos como São Francisco e Santo Antônio, vão ao encontro da Fundadora para confortá-la e animá-la na execução da grande empresa que ia realizar em honra da Rainha do Céu. Vemos após, o Arcanjo São Rafael empenhado em sua aprovação e por isso a Ordem Concepcionista o venera como seu grande protetor.
 
A Santa Fundadora podia então entoar o seu cântico de despedida "Nunc dimittis". Sua missão na terra estava cumprida! A excelsa Ordem da Imaculada Conceição estava fundada e aprovada pela Santa Igreja! Suas filhas espirituais, as Concepcionistas, continuariam sua missão no decorrer dos séculos cantando o hino de exultação seráfica à Virgem Imaculada: “Vós sois toda formosa ó Maria! E a mácula original não existiu em Vós!” E todas as Concepcionistas animadas pelo exemplo de Beatriz, no dia de sua Profissão, juravam solenemente sobre os santos Evangelhos, defenderem com a própria vida este privilégio singular da Santa Virgem.
 
A grande glória e mérito da Santa Beatriz, é ter dado ao mundo cristão, 400 anos antes da declaração do Dogma, um testemunho vivo de fé na verdade divinamente revelada, da Conceição Imaculada de Maria.
 
MORTE GLORIOSA
 
Aprovada a Ordem no dia 30 de abril de 1489, pela Bula “Inter Universa” de Inocêncio VIII, o Bispo diocesano promulgou solenemente a bula em Toledo e marcou para a véspera de São Lourenço a tomada de hábito e profissão religiosa de Beatriz e suas 12 companheiras.
 
Estava a Santa Fundadora, aos 66 anos de idade, quando pela terceira vez recebeu a visita da Virgem Imaculada, que depois de lhe haver falado maternalmente que de hoje a 10 dias virás comigo para o paraíso. Apesar de Beatriz ser alma mais celestial do que terrena estremece ao pensar em sua Ordem querida cujas perseguições e provações lhe haviam sido reveladas pelo próprio Deus. Pensa em suas filhas espirituais, que ainda principiantes na virtude, poderiam vacilar em face das grandes tribulações que lhes sobreviriam após a sua morte. E numa prece ardente e fervorosa ela implora a proteção divina para sua obra apenas começada. Mas o bom Jesus, que se compraz nas almas puras e humildes não tardou em vir em seu auxílio. Inspirou-lhe a colocar a Ordem nascente sob a proteção dos franciscanos por serem defensores intrépidos do mistério da Conceição Imaculada de sua gloriosa Mãe. E assim quando a Ordem bendita fosse perseguida, abatida e quase extinta, pelas forças inimigas, eles seriam também seus defensores e seus restauradores.
 
Após isso Beatriz caiu gravemente enferma e calma e serena comunica ao seu diretor espiritual a revelação que tivera e como a virgem prudente com a lâmpada acesa na mão, aguardava a chegada do Esposo. Beatriz, vendo que se aproximava a hora do desenlace, pediu o hábito de sua Ordem. E, tendo-o recebido das mãos do Bispo, fez sua Profissão Religiosa, tornando-se assim, canonicamente a primeira monja professa da Ordem que fundara, falecendo no dia marcado para a tomada do hábito.
 
Chegara afinal o dia predito pela Santíssima Virgem para o trespasse de Beatriz. Era a tarde do dia 09 de agosto de 1490. Estendida em seu leito de agonia tinha ainda a face velada. Mas quem a descobrirá? Um temor reverencial intimida a todos! Uma de suas filhas com a mão trêmula de emoção descobre o rosto seráfico da Santa Mãe. Ó maravilha! Exclamam todos tomados de admiração! Um esplendor celeste envolvia-lhe a face angelical que conservava toda pujança de sua decantada beleza e conservando a formosura de sua juventude, uma estrela luminosa veio pousar acima de sua fronte dardejando luz tão maravilhosa que enchia todo ambiente. Testemunha deste milagre foram 6 sacerdotes franciscanos e monjas cistercienses que tinham vindo assistir os seus últimos momentos. Tendo se espalhado a notícia do milagre, todo povo que estava na igreja e nas dependências externas, invadiu a clausura a fim de contemplar a Santa dos esplendores ainda viva, como glorificada e com ares do paraíso. E todos puderam admirá-la à vontade, pois a estrela só desapareceu quando a alma de Beatriz desprendeu-se do invólucro mortal e evolou-se à Pátria Celestial.
 
Mas o que significaria aquela maravilhosa estrela? O ósculo do Esposo Divino ou a Virgem Imaculada que viera buscá-la? Não sabemos. Poderia ser sua alma celestial já no pleno gozo da bem-aventurança nos esplendores do céu. Por esse motivo, em todas as imagens de Santa Beatriz a mesma é apresentada com uma estrela na fronte. Ela preparou a terra e lançou a semente que iria germinar pelos séculos afora.
 
APARECE A FREI JOÃO DE TOLOSA
 
Assim que Beatriz acabou de expirar, chegaram as freiras de São Domingos e quiseram levar o corpo para ser enterrado no cemitério do convento onde Beatriz vivera por trinta anos. E levar também as filhas espirituais de Beatriz que ainda não tinham professado, para agregá-las à Comunidade de São Domingos. Os religiosos franciscanos, estando presentes, reagiram, alegando que as noviças não deviam passar para outro convento e que o corpo de Beatriz devia ser enterrado na igreja de Santa Fé.
 
Nesse ínterim o provincial dos franciscanos, Frei João de Tolosa, estava em Guadalajara, quando apareceu-lhe Beatriz e lhe falou: “Acabo de deixar o corpo; ide depressa socorrer a minha casa que está em ponto de desfazer-se”.
 
Frei João de Tolosa chegou a tempo e determinou que o corpo de Beatriz fosse enterrado nos palácios de Galiana, na igreja de Santa Fé e oito dias após esta data, as 12 noviças fizeram profissão religiosa, por determinação do provincial dos franciscanos e confessor de Beatriz, Frei João de Tolosa. Formada assim a primeira Comunidade da Ordem nascente, elegeram Filipa da Silva, sobrinha de Beatriz como primeira Abadessa.
 
Assim surgiu a Ordem da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, OIC, Monjas Concepcionistas que é um Instituto Religioso e foi fundada em 1484 por Santa Beatriz da Silva e Menezes, em Toledo na Espanha, a pedido da Virgem Imaculada, nos Palácios de Galiana, cedidos por sua prima, a rainha Isabel, a Católica.
 
A ESTRELA LUMINOSA E A ORDEM CONCEPCIONISTA
 
Esta Estrela Luminosa é a Santa Beatriz da Silva, ínclita Fundadora da Ordem da Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Seu feliz nascimento foi pressagiado por uma radiante estrela, cujos raios dardejantes pareciam encher o mundo. Uma religiosa Clarissa de vida muito santa, ouviu no íntimo da alma: “Esta Estrela Luminosa é a Fundadora da Ordem das Concepcionistas. Sua luz maravilhosa há de encher o mundo inteiro e onde se erguerem seus Conventos, o seu nome será bendito”.
 
A referida religiosa anotou a data deste insólito acontecimento, que coincidiu exatamente com o nascimento da Santa Beatriz no ano de 1424. Passam-se os anos, sem que esta luminosa estrela deixe transparecer a intensidade de sua luz deslumbrante aguardando o momento solene de executar missão sublime para a qual fora predestinada. Brilhará no firmamento da Igreja e seu nome será bendito e glorioso através dos séculos pela fundação da excelsa Ordem da Conceição.
 
Beatriz foi uma das privilegiadas a quem a Santíssima Virgem revelou o mistério de sua Conceição Imaculada. Antes que Catarina Labouré, em 1830, propagasse a Medalha Milagrosa da Imaculada Conceição, antes que Bernadete no ano de 1858 convocasse as multidões à gruta de Massabiéle para louvar a Virgem Imaculada, já Beatriz, pelo ano de 1450 aproximadamente, recebia ordens da Rainha do Céu para propagar o culto de sua Imaculada Conceição, fundando a Ordem das Monjas Concepcionistas. A obra de Beatriz cresceu e expandiu-se de maneira prodigiosa pelo mundo inteiro e quando se ergue um Mosteiro Concepcionista, nele se levanta um altar à Santa Fundadora, cuja imagem é cercada do carinho e veneração de suas filhas. Aquela surpreendente estrela que no século XV brilhara sobre Castela e Leão, refulge agora sobre o céu de nosso Brasil, seus raios luminosos se estendem de norte a sul do País, simbolizados nos vinte Mosteiros Concepcionistas e nas graças extraordinárias alcançadas em favor dos devotos da Santa Beatriz da Silva. Além dos vários Mosteiros Concepcionistas espalhados pelo Mundo.
 
“Santa Beatriz da Silva e Menezes foi beatificada pelo Papa Pio XI no dia 28 de julho de 1926 e Canonizada em 03 de outubro de 1976 pelo Papa Paulo VI. Na vida de Santa Beatriz encontramos as características devocionais para OIC quais sejam o amor a Virgem Maria Imaculada, ao Santíssimo Sacramento e a Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
A OIC tem Regra e Constituições próprias baseadas na forma de vida instituída pela Santa fundadora, para o serviço, a celebração e a contemplação do mistério de Maria em sua Imaculada Conceição (Constituições Gerais Artigo 9), as concepcionistas vivem as virtudes e ações da Santíssima Virgem para seguir Cristo e a missão da construção do seu Reino ao qual se entregam como hóstia viva de corpo e alma.
 
Sendo de vida contemplativa e com aprovação Pontifícia obtida no dia 30 de abril de l489, através da Bula “Inter Universa” do Papa Inocêncio VIII e canonicamente instituída no dia 16 de fevereiro de 1491. Beatriz escolheu para sua Ordem a Regra de Cister e 20 anos após sua morte, em 17 de Setembro de 1511 foi aprovada a Regra Própria, pelo Papa Júlio II em virtude da Bula “AD STATUM PROSPERUM”.

É muito versado a OIC pelo nome de Concepcionistas Franciscanas, uma vez que é uma qualidade própria das Concepcionistas, mostrando como Santa Beatriz preconizou o espírito da Ordem Franciscana através da doutrina e da veneração da Imaculada Conceição, participando da pobreza e da humildade de Cristo Jesus.
 
Os votos solenes ou perpétuos das Monjas Concepcionistas compõem-se da castidade, pobreza, obediência e clausura. O carisma da OIC é essencialmente mariano, mas o Mistério da Imaculada Conceição passa a ter sentido a partir do Mistério da Encarnação do Verbo, tornando-se assim, o carisma das Concepcionistas, um distintivo fundamentalmente cristológico”.
 
“Santa Beatriz, dócil aos apelos do Espírito Santo,
pôs-se à disposição de Cristo e de Maria num ato de obediência, fielmente mantido por toda a sua vida.
Desta fidelidade de Beatriz, nasceu a Ordem da Imaculada Conceição”. (Constituições Gerais, Art. 32)
 
“Comemoração do 500º Aniversário da Bula Inter Universa - Bula Fundacional da Ordem da Imaculada Conceição (Regra da Ordem da Imaculada Conceição) será no dia 17 de setembro de 2011
1511 – 2011

 

A MEDALHA DAS CONCEPCIONISTAS

 
“No manto e escapulário levem uma medalha de Nossa Senhora, cercada de raios solares e a cabeça coroada de estrelas; no escapulário tragam esta imagem pendente sobre o peito, para que dormindo ou trabalhando a possam colocar em lugar decente e a tornem a tomar, quando forem ao coro, ou capítulo, ou locutório. (Regra-Cap. III – 7)”
 

O HÁBITO DAS CONCEPCIONISTAS

 
“Seja o hábito das religiosas desta Ordem, da forma seguinte: uma túnica, um hábito e escapulário, tudo branco, para que a candura deste vestido exterior dê testemunho da pureza virginal da alma e do corpo; e um manto de estamenha, ou pano grosso azul, que é a cor de jacinto, pela significação mística que encerra, isto é, a alma da gloriosíssima Virgem, desde a sua criação foi feita toda celeste e tálamo virginal do Rei eterno. (Regra e Constituições Gerais das Monjas da Ordem da Imaculada Conceição, 1996 13-16)”
 
17 de agosto – Festa Litúrgica de Nossa Mãe Santa Beatriz.
O3 de outubro – Canonização de Nossa Mãe Santa Beatriz (1976) pelo Papa Paulo VI.

O Escudo da Ordem da Imaculada Conceição foi aprovado em uma Assembléia na Casa Mãe (Toledo-Espanha) em 1970.

No lado esquerdo de fundo azul, a açucena: Símbolo da Virgem Imaculada, com a legenda que expressa o Mistério de Maria: “Macula non est in te”. 

No lado direito de fundo azul, os braços do Escudo da Ordem Franciscana: Deus quis valer-se da Ordem Franciscana para ajudar no nascimento, desenvolvimento e posterior proteção à Ordem Concepcionista. 

Na parte inferior de fundo branco e prata, o leão levantado:
Símbolo genealógico próprio do Escudo dos Silvas. Finalmente, no centro do escudo, o símbolo carismático que representa a estrela: é figura daquela estrela que apareceu na fronte de Beatriz moribunda. Como ornamentação externa aparecem o Báculo Abacial e o Cordão franciscano: “Cinjam-se as Concepcionistas com o cordão franciscano como fazem os Frades Menores” (Bula Fundacional)”.